quinta-feira, 8 de setembro de 2011

DESBRAVANDO O BRASILZÃO….

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É O CEJABRASIL ABRINDO CAMINHO ATRAVÉS DA TRANSAMAZÔNICA……
AONDE ESTIVEREM PESSOAS DISPOSTAS A SEREM CAPACITADAS, ESTAREMOS PRESENTES..
MESMO COM 200 KM DE CHÃO BATIDO E BURACOS NO ASFALTO…. ANIMAIS NA PISTA, MUITA POEIRA,
CAMINHÕES DESGOVERNADOS…. VAMOS QUE VAMOS….

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS DEVEM SER ACESSÍVEIS ÀS ESCOLAS, DIZ PALESTRANTE…

Gazeta do Povo, 18/08/2011 - Curitiba PR

O pesquisador Paulo Blikstein defendeu novas tecnologias e os benefícios que trazem ao ensino
Adriana Czelusniak

A Tecnologia Educacional foi o tema da palestra de Paulo Blikstein, professor da Universidade de Stanford e pesquisador com foco na confluência das tecnologias com os processos de aprendizagem e da pedagogia. Blikstein, que dirige um dos principais laboratórios de tecnologia educacional dos EUA, apresentou vários projetos que ajudou a desenvolver, entre eles uma plataforma desenvolvida para ajudar crianças a entenderem a neurociência e o funcionamento do olho humano. “É usada uma caneta infravermelha para conectar pedaços do sistema, assim a criança pode conectar as partes do cérebro e ver como as imagens mudam. O resultado é uma plataforma que pode ser usada para ensinar várias coisas ao mesmo tempo”, disse.
Outro projeto mostrado pelo pesquisador é uma plataforma vertical, a primeira deste tipo no mundo, que pode ser usada para ensinar física, robótica ou química. “É um display interativo em que crianças podem resolver desafios criados por outras crianças. E funciona por rede, então dá para interagir estando em lugares diferentes. É algo que pode ser explorado de forma colaborativa e que o professor pode ver tudo o que o aluno fez, todas as ações são gravadas, então dá para ver se as crianças estão aprendendo ou não”, afirmou. Ainda sobre novas ferramentas tecnológicas e seu uso em sala de aula, o pesquisador lembrou da importância de existir a tecnologia educacional e de ela ser acessível para as escolas. “Todos os nossos projetos são de código aberto, qualquer um ode baixar na internet os arquivos e fazer em casa. Sabemos de escolas que contrataram alguém que consertava televisão para montar as placas robóticas”, afirmou. No fim da palestra, Blikstein disse que as ferramentas tecnológicas são muito importantes para o ensino e que a comparação em tempo real faz toda a diferença par ao aprendizado. “Inventar não é brincar, não é ser feliz simplesmente ou fazer as crianças mexerem com coisas tecnológicas sem consequências. Inventar é a mais complexa operação cognitiva do cérebro e a mais poderosa, e se não fosse pela invenção estaríamos na idade das cavernas”, disse. Novas exigências - O palestrante seguinte foi o professor da Universidade da Catalunha Francesc Pedró, atual chefe da Assessoria Política do setor de Educação da Unesco. Pedró também defendeu a atualização das ferramentas usadas no ensino. "É preciso revisar as exigências para ser professor. O professor que não está familizarizado com a tecnologia não pode ser professor no século 21. É preciso renovar o conceito de alfabetização digital, não se trata apenas de usar o computador", disse.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Brasil teve investimento tardio na educação, afirma doutor em Economia

Marcela Campos

Para Martin Carnoy, professor da Universidade de Stanford (Estados Unidos), países como Brasil e México começaram a investir muito tarde em educação, o que explica em parte a distância que ainda apresentam em relação aos países desenvolvidos. Durante palestra no dia 17 deste mês, Carnoy participou como convidado do Sala Mundo 2011, encontro internacional de educação promovido em Curitiba pelo Grupo Positivo e pela Prefeitura de Curitiba com promoção da Gazeta do Povo. Doutor em Economia pela Universidade de Chicago, o professor falou a uma plateia de aproximadamente 2,4 mil pessoas, no Teatro Positivo, sobre as lições internacionais em educação e os recentes avanços obtidos pelo Brasil no setor. Segundo Carnoy, 80% da população em idade primária (ensino fundamental) dos Estados Unidos já frequentava a escola em 1910. Outros países, como o Japão, também investiram cedo nessa etapa de ensino, enquanto no Brasil a universalização do fundamental ocorreu apenas há alguns anos. Em 2003, 96% das crianças brasileiras de 7 a 14 anos frequentava o ensino fundamental, etapa adequada para essa faixa etária.
"O Brasil e o México começaram a investir muito tarde na educação. Hoje eles precisam investir também nos ensinos médio e superior, porque a economia atualmente é muito mais complexa", ressaltou. Segundo Carnoy, as duas maiores economias da América Latina ainda apresentam baixa porcentagem de pessoas de 25 a 34 anos com ensino médio ou superior, embora as exigências do mercado de trabalho estejam cada vez maiores. Desigualdade de renda - De acordo com Carnoy, a distribuição desigual de renda interfere tanto na aprendizagem dos estudantes quanto os valores investidos em educação. O professor ressaltou que as crianças mais pobres convivem com menos experiências de aprendizagem fora da escola, o que prejudica o desempenho na instituição de ensino. "As experiências de aprendizagem antes da escola são muito importantes. As escolas podem ser incríveis, mas será muito difícil recuperar o que essas crianças não tiveram", disse. Para ele, a corrupção é outro fator que prejudica a qualidade da educação. "Se houver corrupção, você pode investir o que quiser na área que não fará diferença."

Gazeta do Povo, 18/08/2011 - Curitiba PR

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Papa adverte para evolução utilitarista do ensino universitário

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Portal G1, 19/08/2011

Bento XVI criticou ensino que busca só satisfazer "a demanda trabalhista". Papa falou a 1.500 professores universitários em basílica na Espanha

Da France Presse

O Papa Bento XVI afirmou, no dia 19 deste mês,

que a universidade deveria voltar a sua autêntica vocação, que "busca a verdade própria da pessoa humana", e criticou a redução "utilitarista" do ensino que busca apenas satisfazer "a demanda trabalhista". "Às vezes se pensa que a missão de um professor universitário hoje seja exclusivamente a de formar profissionais competentes e eficazes que satisfaçam a demanda trabalhista em cada momento preciso", destacou o Papa, vestido de branco, para 1.500 professores universitários, na basílica de San Lorenzo del Escorial, a 50 km de Madri. "Também se diz que a única coisa que se deve privilegiar na presente conjuntura é a mera capacitação técnica. Certamente, se espalha na atualidade esta visão utilitarista da educação, também a universitária, difundida especialmente a partir de âmbitos extrauniversitários", completou, antes de ser aplaudido de pé. "Um utilitarismo sem ética leva ao totalitarismo. Quando apenas a utilidade e o pragmatismo imediato se erguem como critério principal, as perdas podem ser dramáticas: desde os abusos de uma ciência sem limites, além dela mesma, até o totalitarismo político que se aviva facilmente quando se elimina qualquer referência superior ao mero cálculo de poder", explicou.

Joseph Ratzinger recordou, em contraste, a grande vida intelectual interdisciplinar que havia em seu período como docente na Universidade de Bonn, após a guerra. "Quando ainda se curavam as feridas da guerra a ilusão por uma atividade apaixonante supria tudo, o trato com colegas das diversas disciplinas e o desejo de responder as inquietações últimas e fundamentais dos alunos". "A universidade encarna, pois, um ideal que não deve ser desvirtuado nem por ideologias fechadas ao diálogo racional, nem por servilismos a uma lógica utilitarista de simples mercado, que vê o homem como mero consumidor. Aí está vossa importante e vital missão", destacou.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Brasil deve alcançar um milhão de estudantes em cursos a distância em 2011, prevê MEC

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Portal Aprendiz, 19/08/2011

Sarah Fernandes

O Brasil deve alcançar em 2011 o total de um milhão de estudantes universitários em cursos à distância. O número deve ser divulgado no próximo Censo da Educação Superior, a ser lançado ainda esse ano. A estimativa é do diretor de Regulação e Supervisão da Educação a Distância do Ministério da Educação (MEC), Hélio Chaves Filho. Ela foi divulgada em um debate realizado na Universidade de São Paulo (USP) nessa quinta-feira (18/8). “Os últimos dados são de cerca de 870 mil alunos. Em 2011 devemos alcançar um milhão de estudantes em EAD [Educação a Distância]”, declarou. “O Brasil tem cinco milhões de estudantes universitários e deles um milhão estão na educação à distância. Isso significa que em 12 anos a modalidade alcançou 20% das matrículas”, afirmou durante o evento. “Tendo isso em vista, o debate sobre se educação a distância vai dar certo não se sustenta mais. Ela já deu certo. Agora tem que ser encarada pelas escolas e pelos conselhos profissionais”. O diretor do MEC declarou ainda que o uso de tablets deve ser incentivado na educação à distância. “Por que não pensar o material didático neles? Isso permitiria que ele fosse construído de maneira colaborativa, além de poder ser atualizado constantemente”.

a matéria vinculada no Portal Aprendiz não traz a “figura”.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

ENSINO CIÊNCIAS AJUDA EVITAR EVASÃO

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O ensino de ciências mostrou-se uma valiosa ferramenta para evitar a evasão escolar de crianças carentes matriculadas pelo período de um ano nas Oficinas de Ciências do Centro de Atendimento Integral à Criança e ao Adolescente (Caic), situada em Londrina. Foi o que apontou um estudo – feito na Faculdade de Educação (FE) pela doutoranda Zenaide Rocha, orientada pela docente Elisabeth Barolli – com alunos entre nove e dez anos que frequentavam o terceiro e o quarto ano da instituição. Um dos pontos observados pela pesquisadora ainda foi que, mesmo oferecendo autonomia às crianças para exercer a criatividade ao longo do processo de ensino-aprendizagem, a professora não perdeu de vista a sua autoridade, o que contribuiu para mantê-las dentro das oficinas, com vistas a não ficarem nas ruas, no ócio ou na delinquência. “Com isso, ficou clara a importância de incentivar a autonomia sem deixar de fazer o papel de professor, que é o de representante da cultura científica, cerceando todo processo”, defende. Ela adotou como estratégia o ensino em laboratório de ciências no Caic do Jardim Santiago, isso em período inverso às aulas do ensino formal. Nesse projeto, trabalha-se com oficinas. Uma delas, sob responsabilidade de Zenaide Rocha, é a de Ciências, na qual atua há cerca de 15 anos. O seu doutorado envolveu o estudo da prática de laboratório como um trabalho complementar à escolaridade. A criança almoça no mesmo local e ali permanece passando pelas diversas oficinas, como as de Arte, Ginástica, Práticas Esportivas – para se divertir e aprender. A Oficina de Ciências, comenta a pedagoga, oferece um suporte para a escolaridade sob o aspecto científico e lúdico, a fim de atrair a criança para a escola. Ela informa que essas oficinas receberam o nome de Oficinas Pedagógicas, com um setor próprio na rede municipal de Educação de Londrina, responsável por cuidar delas e gerenciá-las. Atualmente, são 13 escolas na cidade com essa iniciativa. No início, recorda, eram apenas seis. “Realizo este trabalho desde 1994, fundado em todo o Brasil na época do governo Collor de Melo. A ação em Londrina é modelar e pioneira. Quase dois mil participantes anualmente, incluindo alunos de quinta a oitava série, já foram atendidos lá”, contextualiza. O critério de seleção baseia-se no risco de permanecer na rua.

A pedagoga admite que a comunidade é deveras carente e que as drogas pesam sobre a sociedade. “Muitas crianças entravam nesse caminho. Essas oficinas eram uma forma de mantê-las na instituição aprendendo e sendo educadas”, salienta. Um dos seus objetivos foi investigar sua própria prática como professora de Ensino de Ciências, uma vez que buscava uma resposta para sustentar essas crianças nas oficinas, nas quais havia evasão com índice próximo de 50%, sobretudo pela não obrigatoriedade. Foi difícil, opina, conquistar as crianças para ficarem no centro. E sustentar a criança para que ela aprendesse foi outra questão intrigante. A pesquisadora percebia que as crianças frequentavam o Caic mais para brincar, sem o compromisso de aprender. “Uma preocupação nossa sempre foi com o conhecimento científico, ao contrário do ativismo que gera confusão e descompromisso. A intenção era dar-lhes voz.” Trabalhou-se tanto com a prática cotidiana das crianças quanto com os experimentos. Como em geral o que se via era uma metodologia pautada quase exclusivamente nas atividades de laboratório, no doutorado um foco novo consistiu em conduzir a criança ao aprendizado através do processo de alfabetização científica – que tem início na escola e que perdura por toda a vida.

Aulas no sítio - Procurar dinamizar o cronograma de aulas não somente com atividades experimentais, mas com conhecimento amplo da sociedade, detectando problemas da comunidade deles e tentando solucioná-los, foi uma das estratégias adotadas pela educadora. Os temas emergentes perpassaram a poluição do ar e das águas. Mas o tema-alvo para alfabetização ao longo do ano foi o ‘solo’ – a sua contaminação, a preservação e os cuidados. Foram feitos experimentos e análise de diversos tipos de solo, dentro do Caic e nas redondezas. As crianças avaliaram suas casas, o quintal, como infiltrava água no solo, se havia contaminantes e se conseguiam fazer algum tipo de plantação. “Por fim, trouxeram a família para essa relação e fizeram algumas mudanças na vida dos seus membros”, conta Zenaide Rocha. Uma aula foi desenvolvida num sítio em Cambé, PR, a dez quilômetros de Londrina. Houve etapas de campo, com observação das plantações de café, milho e uvas, além de introdução à ovinocultura. “Os aprendizes ficaram entusiasmados e tornaram-se verdadeiros pesquisadores-mirins. Na última ida ao sítio, oito crianças tiveram a oportunidade de fazer o plantio, a colheita e participar da enxertia das videiras”, expõe a pedagoga. Na volta ao Caic, as crianças ministraram aulas a alunos e professores de outras oficinas. A cada uma coube uma tarefa. O trabalho foi tão impactante que a Prefeitura logo ficou sabendo da iniciativa. “O grupo foi convidado a fazer o mesmo em aula de campo num curso de formação para 72 professores da rede municipal.”

As aulas passaram por uma etapa de planejamento. Conforme a pedagoga, o planejamento é fundamental pelo fato dos professores estarem atentos à questão do conhecimento científico, às técnicas e aos conceitos. “Sempre primei por isso: pela regra, pelo nome, pela técnica. E vimos que eles conseguiram dominar tudo”, garante. Embora sendo rígida em algumas questões que o conhecimento científico exigia, pois do conteúdo não se pode abrir mão, ressalta, sobrava uma margem para que essas crianças exercitassem a sua criatividade montando as próprias aulas. Zenaide Rocha concluiu que, a despeito da professora (ela própria) ter sido de certo modo controladora (a palavra foi usada no estudo), percebeu que não era tanto um controle. O docente, justifica, zela para que as crianças preservem o planejamento e os objetivos de cada aula. Esse cuidado incluiu agregá-los em grupos para atuarem em equipes, o que possibilitou que criassem novas formas de fazer dentro da esfera cerceada pelo professor.

Violência - Nessa tarefa, a autora da tese faz uma analogia à teoria psicanalítica que aborda a questão da mãe-bebê, ou seja, do que a mãe faz para inserir a criança no mundo da cultura. Ela passa as regras da cultura e do mundo, de como deve ser o sujeito, situa. “Por outro lado, deixa que a criança tenha suas experiências, porque assim terá autonomia e conseguirá ‘vir a ser’. O que as mães praticam com as crianças, de precisar ditar as regras e cerceá-las, configura-se, no entanto, como uma violência primária”, define. Ocorre que existe também a violência secundária, dimensiona a doutoranda. De acordo com ela, a mãe faz esse trabalho de ditar as regras, de colocar as coisas da forma como ela deseja, porém sem dar espaço à criança para criar e ser sujeito dessa aprendizagem. “Na primária, não. Ela faz tanto o cerceamento como permite que a criança tenha espaço para questionar regras. No presente trabalho, encaixa-se mais o caso da violência primária.” O cerceamento, opina ela, não se aplica apenas às crianças. Extrapola questões da aprendizagem nas quais o professor é necessário para a cultura científica. A questão crítica no método tradicional é que ele não fornece mais espaço para a criação. A pessoa torna-se um robô, isso sem falar do ativismo exacerbado que deixa a criança solta para fazer o que quer. “Faz na hora que quer o que bem entender. Daí o professor se perde nos objetivos e não consegue dar seguimento ao espaço que deveria ser cerceado, que é o da cultura científica. Desse modo, a criança acaba não aprendendo, e a escola vira o caos.”

O que o Caic proporcionou a essas crianças está registrado em depoimentos. Neles enfatizaram que esse conhecimento foi tão relevante que no futuro poderão ter um ofício melhor. Logo, vislumbraram novas perspectivas com a contribuição da Oficina de Ciências. Um dos pontos salientes apontados pelos aprendizes foi a assimilação de um conteúdo sobre o qual não tinham acesso na escola formal. Então tanto o vocabulário como a questão da aprendizagem, bem como a experiência de conhecer vários ambientes, ajudou-os a fazer projeções em sua própria vida, na sua casa, no seu quintal, no seu bairro. As aulas aconteciam uma vez por semana e duravam 1h30. A expectativa desse projeto – que também teve ajuda do Phala (Grupo de Pesquisa em Educação, Linguagem e Práticas Culturais) da Unicamp e do Grupo de Pesquisa na Formação de Professores da USP – é conseguir compreender como ocorre a sustentação da aprendizagem. “Os resultados nos ensinam que há condicionamentos subjetivos que muitas vezes fogem ao nosso controle, para criar um ambiente educativo no qual os alunos possam ser criativos, capazes de coparticiparem do plano de ensino e de se co-responsabilizarem por sua aprendizagem. A isso se some a melhoria de perspectiva de trabalho ou mesmo uma visão de mundo diferenciado, informa Zenaide Rocha que, além de pedagoga, fez Licenciatura em Ciências e Matemática pela UniFil e mestrado na UEL. A sua tese buscou auxiliar a formação continuada de professores da educação básica descortinando a pesquisa sobre a prática docente nesse nível de escolaridade.

CORREIO BRAZILIENSE, 22/08/2011 – JORNAL DA UNICAMP

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

FIM DA CALIGRAFIA?

 

Abolida em 47 dos 50 estados nos Estados Unidos, a caligrafia entra em debate de pais, alunos e especialistas sobre a utilização da escrita cursiva. Todos estão adotando o computador. A calígrafa Merity Bergamaschi, mãe de três filhos, dois deles no ensino fundamental, ela defende o equilíbrio entre o ensino “supercomputadorizado” e o tradicional. Mesmo assim, papel, lápis e borracha, continuarão sendo essenciais. Argumenta que tirar o caderno da criança é cortar o seu desenvolvimento. Hoje, tudo vem muito pronto, é só tirar da internet e imprimir. Às vezes, não é preciso nem pensar.Apesar dessas argumentações, a também bancária, cita o desenvolvimento tecnológico como sendo importante e bem vindo. Outra opinião importante é da calígrafa Fátima Montenegro: Escrever a mão, seundo ela, é extremamente importante para o desenvolvimento da criança e revela muito da personalidade “a letra é pessoal, trabalha a coordenação motora fina, a concentração e a percepção. Tirar isso do estudante em fase de alfabetização, por exemplo, seria fazê-lo sair do pré-escolar direto para o primeiro grau. Pular etapas” completa. O computador deve ser utilizado e outras ferramentas tecnológicas e metodológicas também. À que se observar o período, a época e em que momento introduzir isso na educação. Apoio: Reportagem do Correio Braziliense 29007/2011 – pág. 16 – Tecnologia.